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Fábio salva pênalti decisivo, Thiago Neves faz, Cruzeiro elimina Grêmio e vai à final

Esportes, Nacional
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24/08/2017 10:59

Raposa devolve o placar de 1 a 0 ao Tricolor no tempo normal, leva a melhor nos pênaltis e encara o Flamengo na decisão da Copa do Brasil, repetindo final de 2003

Thiago Neves; Cruzeiro (Foto: Agência I7/Mineirão)
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Como diz Galvão Bueno: “Haja coração!”. Foi preciso mesmo para conseguir suportar toda a emoção que Cruzeiro e Grêmio protagonizaram no Mineirão. No final,a torcida azul celeste saiu feliz e fez o Mineirão chegar a balançar com a vitória no tempo normal, por 1 a 0, e por 3 a 2, nos pênaltis, com Fábio brilhando no pênalti decisivo e Thiago Neves garantindo o passaporte para a decisão. Agora, na final, a equipe reencontra o Flamengo, que eliminou o Botafogo, e que foi adversário da Raposa na final de 2003 da mesma competição.

O gol, no tempo normal, saiu com Hudson, no início do segundo tempo. Nos pênaltis, Rafael Sobis, Raniel e Thiago Neves decidiram para o Cruzeiro, que ainda contou com uma defesa de Fábio no chute de Luan, e nas bolas na trave e travessão, respectivamente, de Edilson e Everton. Será a sétima final da história do Cruzeiro, que já é tetracampeão da competição.

O Cruzeiro volta a jogar no próximo domingo. No mesmo Mineirão, a equipe encara o Santos, às 19h (de Brasília), pelo Brasileiro. Já o Grêmio só volta a campo no dia 2 de setembro, quando encara o Sport, na Arena do Grêmio. Antes, porém, volta a encarar o próprio Cruzeiro, também em BH, mas pelas quartas de final da Primeira Liga.

A torcida cruzeirense foi logo tomando um susto. Aos quatro minutos, Luan achou Barrios livre entre os zagueiros. O paraguaio invadiu a área e chutou. Fábio salvou. O Cruzeiro respondeu oito minutos depois. Thiago Neves chutou de fora da área e, desta vez, foi Grohe que salvou. O Tricolor, mais organizado e calmo em campo, equilibrou a partida, levando até perigo nos contra-ataques. Aos 32, entretanto, o Cruzeiro voltou a assustar. Robinho viu Alisson na área, lançou o meia, que cabeceou. O goleiro gremista, mais uma vez, salvou.

À medida em que os minutos iam passando, o nervosismo cruzeirense aumentava. Era críticas ao árbitro e erros de jogada. O Grêmio foi se aproveitando e cozinhando a partida. Aos 41, Thiago Neves bateu falta no canto direito e, novamente, o goleiro do Grêmio salvou. Mas tudo terminou, na primeira etapa, como começou: 0 a 0.

No segundo tempo, Mano Menezes voltou com Raniel, queridinho da torcida cruzeirense, na vaga de Elber. Mas foi Hudson, que jogava quase como um meia, que fez a alegria cruzeirense. Aos sete, após cobrança de escanteio de Thiago Neves, o volante subiu alto e cabeceou, sem chances para Marcelo Grohe. O Cruzeiro, desde a abertura do marcador, passou a pressionar e não dar chances para o Grêmio, sempre na bola parada, que passou a ser sua jogada de perigo. O Tricolor fez mexidas, colocando Everton e Fernandinho, mas nada surtiu efeito. O Cruzeiro insistia, foi para cima, mas já tinha pouca energia para continuar com o mesmo ritmo. Um a 0, e decisão nos pênaltis.

Nas penalidades, Fernandinho abriu o placar. Rafael Sobis empatou. Depois, na sequência, Edilson mandou na trave, enquanto Marcelo Grohe defendeu o pênalti de Robinho. Nas terceiras penalidades, Everton chutou a bola no travessão, enquanto Grohe salvou o chute de Murilo. Depois, Arthur e Raniel fizeram para as duas equipes. Nos pênaltis decisivos, brilhou a estrela de Fábio, que defendeu o pênalti de Luan, enquanto Thiago Neves fez o gol que manteve o sonho vivo do pentacampeonato da Copa do Brasil.

GE