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Farah Jorge Farah ouviu ‘música de terror’ e se vestiu de mulher antes de morrer, diz delegado

Notícias, Policial
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23/09/2017 11:16

Ex-médico foi encontrado morto em casa com cortes pelo corpo nesta sexta-feira. STJ tinha determinado sua volta à prisão pelo assassinato de paciente em 2003

Farah Jorge Farah entra em sua casa (Foto: Reprodução/GloboNews)
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O delegado Osvaldo Nico Gonçalves afirmou que o ex-médico Farah Jorge Farah preparou um “ritual” para a própria morte nesta sexta-feira, 22, usando música fúnebre e vestindo roupa de mulher.

Farah, de 68 anos, foi encontrado morto em sua casa na Vila Mariana, na Zona Sul, no começo da tarde. Ele tinha sido condenado a mais de 14 anos de cadeia por matar uma paciente em 2003 e seria preso novamente após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar, na quinta, 21, a execução da pena.

“Ele colocou uma música sinistra, uma música de terror, coisa estranha, fúnebre. Ele se vestiu com roupas de mulheres, colocou seio, colocou essas coisas, e atentou contra a própria vida”, conta. “Ele fez um ritual pra morte.”

Nico disse acreditar que Farah se suicidou cortando a veia femoral com dois bisturis. Havia um corte profundo na perna e grande quantidade de sangue ao lado do corpo. Uma equipe médica tentou socorrê-lo, mas Farah já havia morrido. Uma perícia seria realizada na tarde desta sexta.

“Como você sabe ele tem conhecimento médico. Eu sou leigo pra ver isso, estamos aguardando a perícia. Provavelmente ele cortou a via femoral, devido à quantidade de sangue. Ele mesmo sabia o que estava fazendo”, disse o delegado.

O delegado conta que a polícia, que estava no local para levar Farah de volta ao presídio, bateu na porta e na janela e tentou entrar pelos fundos antes de arrombar a casa. O cenário encontrado indica que o ex-cirurgião se preparou para o suicídio.

Nico disse ainda que Farah já havia comentado com vizinhos que não iria voltar para a cadeia.

Pena

Farah foi condenado em 2014 a uma pena de reclusão em regime fechado pelo assassinato e esquartejamento de Maria do Carmo Alves, que era sua paciente e amante. Apesar disso, uma decisão de 2007 do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu que ele respondesse em liberdade.

Em agosto, o relator do caso, ministro Nefi Cordeiro, já havia atendido a um pedido do Ministério Público (MP) de São Paulo e votado pela imediata prisão do ex-médico Farah Jorge Farah. No entanto, houve um pedido de vista do ministro Sebastião Reis Júnior que levou a conclusão do julgamento para esta quinta-feira.

Sebastião decidiu acompanhar o voto de Nefi Cordeiro. O STJ também negou recurso da defesa de Jorge Farah que pedia anulação do último júri.

G1