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Grêmio oscila com campanha de Z-4 no returno e mira resgate para “jogo do ano”

Esportes, Nacional
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18/09/2017 08:21

Tricolor vê Corinthians se distanciar com derrota para a Chape e tenta resgatar bom futebol após marcar gol em apenas um dos últimos sete jogos

Renato terá de remobilizar Grêmio para decisão contra o Botafogo (Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio)
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Meados de junho de 2017: o Grêmio despacha o Fluminense na Copa do Brasil em pleno Maracanã e encanta o Brasil por seu futebol vistoso, rotulado por muitos como o “melhor do país”. Três meses depois, os elogios deram lugar à preocupação com a queda de rendimento da equipe nas últimas partidas, evidenciada pela derrota por 1 a 0 para a Chapecoense. E que leva o elenco de Renato Poraluppi a se mobilizar por soluções para espantar a má fase às vésperas do “jogo do ano” na decisão contra o Botafogo, na quarta-feira, na Arena, pelas quartas de final da Libertadores.

“É achar soluções aqui dentro. Não tem terra arrasada. O Renato vai avaliar o que a gente tem que melhorar. É o jogo do ano. Vamos fazer de tudo para conquistar a classificação” (Marcelo Grohe)

De fato, o revés em casa para a Chape, neste domingo, pela 24ª rodada do Brasileirão, passa longe de ser um ponto fora da curva no atual momento gremista. Também apresenta reflexos bem mais graves do que ver o líder Corinthians voltar a abrir 10 pontos de vantagem, em mais uma chance de aproximação desperdiçada. Com o tropeço, a oscilação empurrou o Grêmio ao Z-4 do returno do Campeonato Brasileiro, com apenas quatro pontos somados em cinco jogos e um aproveitamento de míseros 26% – número bem distante dos 68,4% de aproveitamento alcançados no primeiro turno, por exemplo.

Não para por aí. O Tricolor ainda é dono do melhor ataque da competição, com 48 gols anotados. Mas convive com um período de seca na temporada. Nem tanto pelo número de tentos, é verdade, mas por sua distribuição. A equipe só marcou em três dos últimos 10 jogos entre Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão, com um total de oito gols. O recorte é ainda mais grave nas sete partidas mais recentes, em que balançou as redes apenas uma vez, na goleada por 5 a 0 sobre o Sport, na Arena.

O discurso gremista, porém, atenua a fase de instabilidade vivenciada pelo Tricolor três dias antes do jogo da volta com o Botafogo. Ainda sem jogar a toalha na disputa pelo título do Brasileirão, Renato nega que sua equipe viva um mau momento e se apega ao 0 a 0 conquistado no Engenhão e ao apoio da torcida para garantir a vaga na semifinal.

– Instável, não. O Grêmio não chega num momento maravilhoso, mas conseguiu, querendo ou não, um bom resultado no Rio de Janeiro. Não fez um gol, mas também não tomou. Aqui a gente pode fazer a diferença, com todo o apoio da nossa torcida. Se fosse fácil, estaria todo mundo no lugar do Grêmio. Mas vamos ter o apoio maciço da nossa torcida para ir em busca do nosso objetivo na Libertadores – afirma o técnico.

Há, claro, um consenso interno de que as ausências de Pedro Geromel e Luan têm relação direta com as dificuldades nos últimos três jogos. Os dois se recuperam de problemas musculares e são dúvidas, inclusive, para o jogo de quarta-feira. Chega a ser redundante falar da importância do zagueiro para o sistema defensivo, mas a baixa do camisa 7 é a que mais emperra a mecânica de atuação da equipe, em especial após a saída de Pedro Rocha ao Spartak Moscou.

Os gremistas se ressentem de um jogador de criação para ocupar a função do camisa 7, carência ainda mais evidenciada pela ausência de Douglas, ainda lesionado, e pelas negociações de Bolaños e Gastón Fernández. Sem um atleta da posição, Ramiro e Léo Moura, um volante e um lateral-direito, se revezaram ao atuar centralizados nas partidas contra Botafogo e Chapecoense. O resultado neste domingo, por exemplo, foi uma equipe que teve 70% da posse de bola, mas de forma improdutiva, sem causar muito perigo ao gol de Jandrei. O goleiro não fez uma defesa difícil sequer ao longo de 90 minutos.

– O time está se ressentindo de um jogador de criação. Tínhamos quatro jogadores para fazer essa função: Doulgas, Luan, Bolaños e o Gastón. Perdemos os quatro, o time se ressente muito da falta de um jogador de criação, e jogamos contra adversários que vêm fechados aqui na Arena. Estamos encontrando dificuldades. A minha avaliação é essa, essa queda de produção se deve à falta de jogadores capazes de criar na intermediária avançada – ressalta o vice de futebol Odorico Roman.

Em busca de soluções imediatas, o Grêmio se reapresenta para trabalhos na tarde desta segunda-feira, no CT Luiz Carvalho. O Tricolor recebe o Botafogo na Arena na próxima quarta-feira, às 21h30, pelo jogo de volta das quartas de final da Libertadores. Na ida, as duas equipes ficaram no 0 a 0 no Engenhão.

GE