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Greve dos auditores da Receita Federal provoca filas no Porto Seco em Foz do Iguaçu

Economia, Notícias
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24/05/2017 19:50

Nesta quarta, cerca de mil caminhões aguardavam liberação para seguir viagem dentro e fora da estação aduaneira

Foto: Reprodução
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Mais de mil caminhões aguardam liberação para seguir viagem nesta quarta-feira, 24, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Deste total, 850 estão no pátio do Porto Seco – o maior em movimentação de cargas de importação e exportação da América Latina – e outros 150 em transportadoras da região.

A fila é provocada pelo aumento da fiscalização desde o início da greve nacional dos auditores da Receita Federal, deflagrada na terça, 23, e que deve seguir por tempo indeterminado.

Com a operação-padrão, apenas cargas perecíveis e perigosas e as sorteadas para passar pelo canal verde, sistema pelo qual a vistoria é menos rigorosa.

Nos canais amarelo e vermelho, que representa 30% do volume diário, a fiscalização tem sido ainda mais criteriosa. Por conta disso, a tendência é que o tempo de espera, que em média é de menos de 24 horas, se estenda por mais tempo.

A decisão pela greve foi tomada em assembleia da categoria feita na semana passada, em protesto pelo atraso na discussão da Medida Provisória 765, de 30 de dezembro de 2016. A proposta altera, entre outros, a remuneração de servidores públicos federais, reorganiza cargos e carreiras e estabelece regras de incorporação de gratificação de desempenho e pensões.

Na prática, a categoria exige um aumento salarial de 5% ao ano pelos próximos três anos.

A MP 765, que aguarda votação na Câmara Federal, beneficia ainda médicos peritos e supervisores médicos previdenciários, analistas tributários, auditores fiscais do trabalho e os policiais civis dos extintos territórios federais do Acre, Amapá, de Rondônia e Roraima, além dos cargos do Ministério de Relações Exteriores e de analista de infraestrutura e especialista de infraestrutura sênior.

G1/ Fronteira Online