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Jô não admite toque de braço decisivo para o Corinthians: “Juiz deu o gol, então não foi”

Esportes, Nacional
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18/09/2017 08:14

Atacante explica lance polêmico contra o Vasco. No Paulista, ele foi beneficiado por fair play de rival

Dentro da rede, Jô comemora o gol do Corinthians contra o Vasco (Foto: Marcos Ribolli)
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Na saída de campo, após a vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Vasco, neste domingo, na arena de Itaquera, Jô falou sobre o gol de braço que ele fez para decidir a partida. Bem, mais ou menos isso… O atacante falou sobre o lance, mas não admitiu a irregularidade:

– Eu me joguei na bola, não deu para ver. Não sei se a bola ia entrar, eu me joguei, agora não sei onde bateu. Se vocês (jornalistas) pararam, tiveram que analisar, o juiz não tem tempo para isso. Se eu tivesse convicção (do toque de braço), eu ia falar. Eu me joguei, tanto que fui parar dentro gol. Então não tinha como falar. Eu me joguei, aí o árbitro vai interpretar se foi mão ou não… Ele deu o gol, então não foi – disse Jô.

– Eu falei para o Ramon (lateral do Vasco) que eu me joguei. Jogo assim que a bola está difícil de entrar, uma oportunidade… Eu me joguei, não sei onde a bola bateu – completou o atacante corintiano.

Com a vitória, o Corinthians abriu 10 pontos de frente em relação do Grêmio, vice-líder do Campeonato Brasileiro, que perdeu em casa por 1 a 0 para a Chapecoense.

Assista ao gol corintiano, aos 28 minutos do segundo tempo:

A polêmica foi maior por causa de um lance em que Jô se envolveu com Rodrigo Caio na semifinal do Campeonato Paulista, em março passado – relembre aqui. No jogo de ida, no Morumbi, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira marcou uma falta do atacante do Corinthians sobre o goleiro do São Paulo, Renan Ribeiro, e deu a ele um cartão amarelo, que o suspenderia do jogo de volta. Mas o zagueiro tricolor se acusou de ter pisado ele mesmo no companheiro de time, o que fez a marcação ser anulada logo em seguida.

Antes disso, em fevereiro, Jô já tinha criticado jogadores do Palmeiras por não alertarem o árbitro Thiago Duarte Peixoto de um erro na vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Palmeiras, em Itaquera, pela primeira fase do Paulistão – relembre aqui. Naquela ocasião, o juiz expulsou o corintiano Gabriel por uma falta cometida por Maycon.

– Existe (honestidade no esporte) e, para a melhoria do futebol, isso tem que existir cada vez mais. Tem muita gente em dúvida. Vi gente balançando a cabeça dizendo que a bola já estava dentro… Vi gente achando que a bola não tinha entrado… Olha a dúvida que existe no lance! Como o Jô poderia saber se a bola estava dentro? Tem lances e tem lances… Daqui do banco, naquele pênalti contra o Botafogo do Arana fora da área, se tivesse visto, eu teria falado. São lances difíceis – explicou o técnico corintiano, que também citou outro erro grave da arbitragem neste Brasileirão, só que contra Jô, que teve um gol mal anulado contra o Flamengo, em julho.

Na saída da arena, Jô voltou a afirmar que teria se acusado se tivesse percebido o toque de braço. Questionado se o lance era parecido com o de Maradona, que fez um gol de mão para a Argentina contra a Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, o atacante corintiano foi curto e grosso:

– Ali ele fez para sacanear – disse Jô sobre o craque argentino.

Cássio também comentou o lance polêmico:

– O zagueiro também não falou que fez pênalti nele. É um assunto difícil – disse o goleiro alvinegro, citando o segundo dos dois lances em que Jô pediu pênalti sobre ele no primeiro tempo contra o Vasco.

GE