X

Notícias

Jovem foi agredida por criminosos antes da explosão de presídio em Guapó, diz padrasto

Notícias, Policial
-
31/05/2017 14:46

Casa de Taynna Barros, vizinha à cadeia, ficou destruída, e ela foi resgatada sob os escombros com vários ferimentos. Segundo PM, 11 presos fugiram, mas 5 já foram recapturados

Segundo padrasto, Taynna Karita foi agredida antes de presídio ser explodido (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Legenda da foto

O comerciante Lindomar Gonçalves Santana disse que a enteada, a dona de casa Taynna Karita Silva Barros, de 20 anos, foi agredida por criminosos antes da explosão no presídio de Guapó, Região Metropolitana de Goiânia. Com a detonação, a casa da jovem, que fica ao lado da cadeia, foi destruída e ela foi resgatada ferida sob os escombros. Onze presos fugiram na ação, mas cinco já foram recuperados, segundo a PM.

Ainda de acordo com o padrasto, Taynna estava dormindo quando o crime aconteceu, na manhã de terça-feira, 30. Os suspeitos arrebentaram o portão da residência e depois entraram na casa, onde encontraram a jovem.

“Ela foi agredida com arma, pancada e coronhada na cabeça. Bateram demais nela. Depois deixaram ela no quarto e saíram para detonar os explosivos. Ela está muito abalada”.

Lindomar revela ainda que a enteada também foi ferida em várias partes do corpo por estilhaços da explosão. Apesar da situação, a jovem está internada com quadro regular no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.

Hugol confirmou que o quadro de saúde de Taynna é regular. Ela está consciente, estável e respira espontaneamente

Cinco presos também se feriram e foram levados para o Hospital Municipal de Guapó.

Resgate

O açougueiro Rodrigo Reis ajudou no resgate da Taynna. O homem é dono do imóvel e foi um dos primeiros a chegar ao local. Um vídeo mostra o momento em que ela é resgatada por vizinhos.

Ele estava trabalhando quando foi informado da explosão. “Vim correndo e a Taynna estava sob os escombros ainda. Ela estava consciente, conversando, mas muito machucada porque a casa toda caiu, ela ficou embaixo de um monte de coisa”, disse.

Rodrigo contou ainda que a população da cidade já pediu várias vezes a mudança de local do presídio. “Fica no meio da cidade, não tem segurança suficiente. Quase todo dia tem alguém tentando pular o muro para fugir. Já pedimos várias vezes para mudar o presídio de lugar e, agora, acontece isso”, completou.

R$ 15 mil pelo crime

Três homens foram presos suspeitos de realizar a explosão. Segundo a PM, Lucas Coelho Costa, de 19 anos, João Wellington Lira do Nascimento, de 19, e Higor Lemes da Silva, de 20, disseram que receberiam R$ 5 mil para executar o serviço.

Eles teriam sido agenciados pelo detento Diemerson de Sousa, vulgo Pará, que estava detido na unidade prisional. Ele conseguiu escapar, mas depois foi recapturado, assim como outros quatro presos. Seis reeducandos seguem foragidos.

Durante a ação, tiros foram disparados, deixando a população assustada. O presídio fica na região central da cidade e é cercado por várias casas. Segundo dados de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município tem pouco mais de 14 mil habitantes.

A estrutura do presídio não foi abalada. Assim, os demais presos permanecerão na unidade. Ao todo, 87 presos estavam no local. “Não houve abalo estrutural na unidade. Temos condições de garantir a segurança dos presos”, assegurou o coronel Vitor Dragalzew, superintendente executivo da Superintendência Executiva de Administração Penitenciária.

Em nota, a SSPAP informou que foram tomadas “medidas emergenciais para atendimento dos feridos e transferência dos demais presos”. Uma licitação para reforma e readequação da unidade prisional está prevista para ocorrer na quarta-feira, 31. Além disso, há um acordo com o Ministério Público e o Poder Judiciário e prefeitura da cidade para que seja construída uma nova unidade prisional no município.

Trio foi preso suspeito de explodir muro de presídio em Guapó (Foto: Paula Resende/G1)

Trio foi preso suspeito de explodir muro de presídio em Guapó (Foto: Paula Resende/G1)

G1/Fronteira Online