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Justiça condena quatro acusados de participar da morte de procurador de Chopinzinho

Justiça, Notícias
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06/12/2017 11:54

Caso ocorreu em 2015, no sudoeste do Paraná; procurador tinha 51 anos e foi morto a tiros na frente das filhas quando chegava em casa

Julgamento começou por volta das 9h de segunda (4) e encerrou por volta das 21h de terça (5) (Foto: Reprodução/RPC)
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Quatro acusados de envolvimento na morte do procurador municipal de Chopinzinho, no sudoeste do Paraná, Algacir Teixeira de Lima, foram condenados por volta das 21h desta terça-feira, 05.

O júri popular começou por volta das 9h de segunda-feira, 04, e foi realizado em Guarapuava, na região central do estado. A época, em 2015, Algacir Lima tinha 51 anos e foi morto a tiros na frente das filhas quando chegava em casa.

Segundo o Ministério Público Estadual (MP-PR), o ex-prefeito Leomar Bolzani encomendou o assassinato por conta de denúncias de irregularidades na prefeitura feitas pelo procurador. As investigações apontam ainda que Bolzani combinou o pagamento de R$ 6,5 mil pela morte de Lima. A defesa dele nega qualquer envolvimento.

Veja quem são os condenados e as respectivas penas:

  • Darci Lopes de Aquino, que confessou ter atirado contra o procurador, condenado a 16 anos e seis meses em regime fechado;
  • Giovane Baldissera, ex- assessor acusado de ter encomendado o crime juntamente com o ex-prefeito Leomar Bolzani, condenado a 20 anos em regime fechado;
  • João Rosa do Nascimento, acusado de ajudar na fuga, condenado a 15 anos em regime fechado;
  • Jeferson Rosa do Nascimento, acusado de ajudar na fuga, condenado a 10 anos de prisão em regime semiaberto;

O grupo já estava preso em regime fechado desde à época do crime. O G1 tenta contato com os advogados deles.

O ex-prefeito Leomar Bolzani, também deve ir a júri popular, mas ainda não há data definida. Atualmente ele cumpre prisão em regime domiciliar.

Casal condenado

Em julho de 2016, o casal acusado de envolvimento no assassinato foi considerado culpado e condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado. O júri entendeu que a vítima não teve chance de se defender. Elvi Aparecida Haag Ferreira, de 42 anos, e o marido dela, Nilton Ferreira, de 44 anos, contrataram Darci Lopes de Aquino para matar o procurador.

O julgamento também foi realizado em Guarapuava, “para que a imparcialidade do processo fosse garantida”, destacou a acusação.

G1