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Justiça prorroga prisão de sete investigados na Operação Hígia

Notícias, Policial
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22/09/2017 16:37

Ação apura um suposto esquema de desvio de recursos e fraudes em licitação na área da saúde em Pato Branco, no sudoeste do Paraná

Globo.com
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A Justiça prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária de sete investigados na Operação Hígia. A ação deflagrada na segunda-feira (18) apura um suposto esquema de desvio de recursos e fraudes em licitação na área da saúde em Pato Branco, no sudoeste do Paraná.

Uma empresária já deixou a cadeia e a secretária de saúde de Saudade do Iguaçu, Franceli de Fátima Davi, ganhou liberdade por volta das 15h30 desta sexta-feira (22).

Em entrevista coletiva pela manhã, o delegado Niomar Manfrin explicou que até agora foram ouvidas mais de 40 pessoas e que outras devem ser convocadas para prestar depoimento. Ele adiantou que existe também a possibilidade de se fazer uma acareação entre alguns dos investigados.

“Os depoimentos foram muito bons. Um deles durou mais de 12 horas. São muitas informações, detalhes e nomes que estão surgindo, mas existem alguns pontos controversos que precisam ser esclarecidos. E, como esta é uma investigação complexa, com muitos detalhes, entendi necessária a prorrogação da prisão de sete dos nove presos na segunda”, explicou.

O delegado voltou a afirmar que houve desvio de dinheiro na compra de medicamentos e produtos médico-hospitalares, mas adiantou que ainda não foi possível quantificar o volume desviado.

Outro lado

O agora ex-secretário de Administração e Finanças, Vanderlei Crestani, é um dos suspeitos que teve a prisão prorrogada. De acordo com o advogado Everton Ramos, ele vem colaborando com as investigações e falou em depoimento na quarta-feira (20) por cerca de seis horas. Crestani foi exonerado na terça-feira (19).

“O que está nos autos são meramente diálogos entre terceiros de supostas operações ilícitas. Do Crestani não tem nada, nenhum áudio, nenhum vídeo ou documento. Por isso a nossa surpresa é muito grande não só com o pedido de prisão mas como agora com a prorrogação”, comentou.

O vereador Marco Pozza também deve permanecer preso por mais cinco dias. O advogado dele, Heber Sutili, disse que entrará com um pedido de revogação da prisão nesta sexta.

“Não concordamos com esta prorrogação. Todos já foram ouvidos e as provas colhidas. O vereador é uma pessoa pública e tem residência fixa em Pato Branco. Se a polícia não tem condições de dar celeridade às investigações, meu cliente não pode ser prejudicado por isso. O principal objetivo da manutenção destas prisões é tentar com que façam delações premiadas”, apontou.

Já a defesa do ex-secretário de Saúde de Pato Branco Valmir Chiochetta, que atualmente estava à frente da secretaria de Saúde de Clevelândia e também foi exonerado, disse que não teve acesso ao conteúdo das investigações e que por enquanto não deve se manifestar.

“Vou aguardar até ao menos quarta-feira (27), quando termina este novo prazo da prisão temporária, para ver o que pode ser feito”, observou o advogado Dévon Defaci.

Por meio de nota enviada pelo advogado Arlei Rogenski, a secretária Franceli de Fátima Davi garantiu, entre outros, não ter qualquer envolvimento com as denúncias apresentadas e que foi presa em decorrência de uma “infeliz citação de nomes homônimos, entre dois outros investigados”.

Ela informou ainda que dará qualquer esclarecimento relativo à secretaria e que coloca à disposição os sigilos bancários e telefônico.

G1