X

Notícias

Mercadorias contrabandeadas são transformadas em peças de arte

Notícias
-
12/09/2017 17:14

Nas mãos de costureiras e artesãs, produtos apreendidos pela Receita Federal em Foz do Iguaçu (PR) como relógios e bolsas viram brincos, pulseiras e colares

Bolsas e relógios são transformados em brincos, pulseiras e chaveiros (Foto: 10 Caminhos/Divulgação)
Legenda da foto

Mercadorias contrabandeadas do Paraguai e apreendidas pela Receita Federal em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, estão sendo transformadas em peças de arte. A iniciativa é de uma designer e professora de arquitetura da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).

Nas mãos de seis costureiras e artesãs que participam do projeto “10 caminhos” – que remete ao crime de descaminho caracterizado pelo ingresso de mercadorias estrangeiras sem o pagamento de impostos -, os produtos como relógios e bolsas são transformados em acessório exclusivos como brincos, pulseiras e colares.

“Um dos problemas da fronteira e da vulnerabilidade econômica da fronteira é o descaminho. O descaminho deixa associada a este território uma série de violências que ficam aqui e cria hábitos de consumo que ocultam uma realidade que é a da concorrência desleal com o produto nacional, que paga impostos”, observa Karine Queiroz, idealizadora do projeto.

Parte das mercadorias apreendidas é destruída ou, como neste caso, doados. Uma das condições para recebê-las é que todas sejam descaracterizadas para voltarem ao mercado. E é neste processo que entra em cena a “destruição criativa”, como classifica Karine, por meio da qual quase tudo é reaproveitado e ganha um novo destino.

E para incentivar esta forma de economia e de oportunidade de geração de renda com outra destinação às mercadorias contrabandeadas, o exemplo vem sendo apresentado a outras cidades como em São Paulo.

A gente vem aqui, conversa e aprende alguma coisa. Jamais imaginei que faria um colar com uma bolsa ou de alguma coisa que seria destruído”, conta orgulhosa a artesã e costumeira Maria Pereira da Silva.

G1