X

Notícias

Morre Thor, um dos primeiros cães do Canil da DIC/Fron de São Lourenço do Oeste

Notícias, Policial
-
28/08/2017 20:52

Em seu perfil na internet o policial Marcelo Bezerra, que cuidava e atuava com o cão nas ocorrências prestou sua homenagem

Foto: Reprodução Facebook
Legenda da foto

Thor, foi um dos primeiros cães do Canil da Divisão de Investigação Criminal de Fronteira de São Lourenço do Oeste, ele que era da raça Pastor Alemão, trabalhou por vários anos, na Dic/Fron de São Lourenço do Oeste, e morreu na tarde deste domingo 27.

As causas da morte de Thor, não foram constatadas, mas acredita-se que ele possa ter morrido de ataque cardíaco, já que a mais de dois anos ele havia sido aposentado e guarnecia as dependências da Dic/Fron.

Thor era temido por criminosos, pelo ímpeto quando atuava na busca de elementos em qualquer circunstancias. O animal sabia ser dócil, quando se tratava de pessoas de bem, como aconteceu em várias oportunidades em locais públicos ou mesmo em demonstrações.

Em seu perfil na internet o policial Marcelo Bezerra, que cuidava e atuava com o cão nas ocorrências prestou sua homenagem:

Ele merece! Não é homenagem, isso é pouco! Um curto relato sobre ele, sobre nós!

Dia 24 de Outubro de 2011, conheci ele, Edie da Casa Chaplin, um pastor alemão! Esse era o nome dele, um cão impactante de beleza, tamanho, porte e postura. Iniciamos nosso treinamento, ele para aprender seu ofício: ataque e contenção. Eu, condutor de cão policial.

Desde aquele dia, quando ele recebeu um novo nome, THOR, formamos algo que vai além de amizade, eu resumiria em cumplicidade! Trabalhamos por seis anos juntos. Ele serviu a sociedade e região lourenciana, tanto em seu ofício quanto em atividades sociais – na APAE.

Depois de “aposentado” veio guarnecer a base da DIC FRON, aonde conseguimos unir trabalho e afeto. Minha sombra, como também era conhecido, curtiu a velhice ao lado de quem ele gostava. Se tornou um mascote! Ficava esperando minha chegada para aquela recepção irradiante, isso toda vez que vez eu chegasse! Não desgrudava!

Hoje, o cantinho dele na minha sala de trabalho está vazio! Eu estou vazio! Chegou a hora dele partir! Acredito que ele tenha escondido sua velhice, suas dores, para não me deixar sofrer, pois mesmo nesta manhã que precedeu sua ida ele me recebeu como sempre: aquele choro de alegria com patadas na roupa e lambidas.

Para mim, essa sala, essa casa – a DIC FRON nunca mais será a mesma! Descanse meu bafôncio e hoje sei o poder do amor entre cão e homem!

Deixará saudades imensuráveis meu velhinho…

Foto: Reprodução Facebook

Foto: Reprodução Facebook

Fronteira Online