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Morte de esposa de policial civil pode ter sido encomendada, diz polícia

Notícias, Policial
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27/05/2017 09:38

Vítima trabalhava como psicóloga na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR); crime foi praticado na noite de quinta, em Cascavel

Foto: Reprodução Facebook
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A morte da esposa de um policial civil em Cascavel, no oeste do Paraná, na noite de quinta, 25, pode ter sido encomendada, segundo a polícia. A vítima também trabalhava na área de segurança pública. Ela era psicóloga na Penitenciária Federal de Catanduvas, na mesma região, desde 2009, e integrava uma comissão que avalia as condições psicológicas dos presos.

De acordo com o delegado da Polícia Federal em Cascavel, Marco Smith, se comprovado que houve a encomenda da morte em função do cargo que ela exergia, a competência das investigações, agora a cargo da Polícia Civil, passará a ser federal. “Este crime pode ter sido motivado por uma vingança ou ser usado como um alerta para outros profissionais da área”, destacou.

O crime ocorreu em um condomínio no Bairro Canadá, quando o policial e a mulher chegavam em casa com o filho de dez meses e foram surpreendidos pelo grupo.

“Eles estavam chegando em um veículo quando o grupo adentrou atirando. Eles estavam fora do condomínio e assim que o portão foi aberto eles entraram”, comentou o delegado Rodrigo Baptista Santos.

Na troca de tiros, um suspeito morreu e o policial foi gravemente ferido. Ele foi socorrido, passou por cirurgia e permanece internado na UTI do Hospital Universitário em estado grave e estável.

As investigações apontam que os responsáveis pela morte da psicóloga estavam na cidade havia uma semana e alugaram uma casa no Jardim Colmeia, na região norte, onde foram presos dois suspeitos na madrugada desta sexta-feira, 26.

O local foi identificado após uma denúncia anônima. E, na troca de tiros com a polícia, outro suspeito foi morto. Ainda de acordo com os policiais, no local foram encontrados dois fuzis e uma pistola.

Os dois presos foram levados para a delegacia e ouvidos. A polícia afirma que um deles é de Maringá, no norte, e faz parte de uma facção criminosa, e outro da região de Curitiba. As buscas por outros envolvidos continuam e são conduzidas por policiais civis, militares e federais.

A polícia acreditava inicialmente que o casal tinha sido vítima de uma tentativa de assalto. Imagens de câmeras de monitoramento do condomínio devem ajudar a identificar os responsáveis. Logo após o crime, um veículo supostamente usado na fuga foi apreendido e deverá passar por uma perícia. Havia manchas de sangue no banco de trás do automóvel.

O corpo da psicóloga será velado na Capela Master da Acesc até as 18h. Depois segue para Bauru (SP), onde moram os familiares.

Por meio da assessoria de imprensa, o Departamento Penitenciário (Depen) informou que por enquanto não deve se pronunciar e que aguarda o andamento das investigações.

G1/ Fronteira Online