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Mulher descobre na internet que perdeu cartão com senha anotada em Restinga Seca

Bizarro
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28/05/2017 12:07

Quem encontrou o documento fez uma compra de R$ 220 e deixou um bilhete à titular da conta, que constatou a perda após ver a foto na página de um jornal no Facebook

Postagem do cartão junto com o bilhete surpreendeu titular da conta em Restinga Seca (Foto: Reprodução/Facebook)
Legenda da foto

Uma mulher ficou sabendo pela página de um jornal no Facebook que havia perdido o cartão da conta bancária junto com um papel com a senha anotada perto de um bar. Um desconhecido encontrou, fez uma compra e devolveu com um bilhete. O fato aconteceu nesta quinta-feira, 26, em Restinga Seca, na Região Central do Rio Grande do Sul.

No bilhete encontrado com o cartão, a pessoa que encontrou explica onde o documento estava e diz ter usado R$ 220 da conta bancária para comprar um “sacolão de comida”, como uma “gratificação”:

“Achei este cartão perto do Bar Nilsa. Foi Jesus quem botou no caminho. Como gratificação peguei R$ 220 e comprei um sacolão de comida. Jesus te dá em dobro. A senha estava junto e botei fora.”

A dona não se importou com a aquisição, segundo explica o pai dela, o aposentado Omero Vargas da Silveira. Ele conta que, além de perdoar o uso do saque, ela quer ajudar ainda mais quem encontrou o cartão.

“Ela quer encontrar essa pessoa pra dar uma cesta básica para ela, porque se essa pessoa quisesse roubar, teria pegado tudo”, diz o aposentado.

O bilhete apareceu em uma estação de rádio local. O papel estava no chão, perto da porta, junto com o cartão que estava perdido. “Apareceu uma senhora, filha da dona do cartão. Estavam muito surpresos. Eles nem sabiam que tinham perdido o cartão”, conta o radialista Ivo Curcino.

A dona da conta bancária havia deixado o cartão cair perto de um bar, mas só percebeu a perda quando viu a postagem do jornal Tribuna da Restinga, com o cartão e o bilhete. A Polícia Civil considera furto a compra de R$ 220, e orienta as pessoas a nunca deixarem a senha junto com o documento bancário.

Mas alguns moradores reconhecem a boa ação, e especulam se a compra foi feita por necessidade. “Eu pegaria o cartão, guardaria e entregaria, mas não sei o que passou na cabeça da pessoa. Se ela estava precisando, mesmo, não foi roubo”, diz a estudante Bruna de Vargas Antunes.

O empresário Geziel Soares concorda. “Acho que não foi roubo. Não devemos julgar ninguém”, pondera.

DC/Fronteira Online