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Padre é sequestrado em SP e perdoa criminosos: ‘Desejo o melhor para eles’

Notícias, Policial
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25/09/2017 11:46

Sacerdote, que é do interior paulista, foi vítima de sequestro-relâmpago quando entregava doações em Guarulhos, na Grande São Paulo

Foto: Reprodução G1
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Um padre foi vítima de um sequestro-relâmpago em Guarulhos, na Grande São Paulo, na noite deste domingo, 24. Ele estava na cidade para distribuir donativos e foi abordado quando entrava em seu carro para ir embora. Dois suspeitos foram presos. O padre perdoou os criminosos.

Apesar do susto, o padre, que preferiu não se identificar, deixou uma mensagem de paz aos criminosos. “Eles têm toda uma vida pra frente (…) A gente conhece a realidade das cadeias, como elas são, como eles são tratados lá dentro, onde muitas vezes falta dignidade humana. Então, eu desejo o melhor pra eles e falei isso inclusive pra eles no carro. Não queria que eles tivessem essa vida”, disse.

O crime ocorreu por volta das 22h. O padre ficou cerca de uma hora e meia sob o domínio dos bandidos, que, segundo a polícia, são Anderson de Jesus, de 22 anos, e Lucas Matheus Moreira, de 18. Pelo menos mais um homem teria participado da ação, mas ele ainda não foi identificado. Um revólver calibre 38 foi apreendido.

“A primeira coisa que eu disse é que eu era padre e que eu trabalhava numa entidade social beneficente com crianças e jovens, adolescentes, que dá cursos profissionalizantes. Eu fui falando, com bastante tranquilidade, para também ir tentando acalmá-los. Mas não adiantou nada. Continuaram ameaçando o tempo todo”, relembra o sacerdote.

O padre é de Campinas, no interior paulista, e estava em Guarulhos para entregar doações para conhecidos. Dentro do próprio carro, ele foi levado pelos criminosos até a região do Jardim Brasil. “Queriam muito dinheiro. Ao menos R$ 2 mil eles queriam”, contou a vítima.

Os bandidos pegaram três celulares, computador e cartões de crédito com senhas para sacar dinheiro, mas pessoas que passaram perto do veículo do padre desconfiaram da movimentação e chamaram a polícia.

G1