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Personalidades internacionais pedem investigação independente da morte de Marielle Franco

Internacional, Notícias
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22/03/2018 17:03

Gael García Bernal, Chimamanda Ngozi Adiche e Edward Snowden estão entre artistas e ativistas que cobram justiça para vereadora do Rio assassinada

Pessoas passam por uma homenagem à Marielle Franco na escadaria da rua Cristiano Viana, no bairro de Pinheiros, em São Paulo (Foto: Nelso Antonie/Estadão Conteúdo)
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Uma carta assinada por 37 artistas, escritores e ativistas de todo o mundo foi divulgada nesta quinta-feira, 22, pedindo uma investigação isenta e independente das mortes de Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes.

O carro onde estavam a vereadora do Rio de Janeiro e o motorista foi alvejado por tiros na noite do dia 14 de março. Ambos morreram na hora.

Entre as personalidades que assinam o documento, estão atores e cineastas como Gael García Bernal, Danny Glover, Pamela Anderson, Viggo Mortensen e Wagner Moura; as escritoras Chimamanda Ngozi Adiche e Naomi Klein; e os intelectuais Noam Chomsky e Slavoj Zizek.

Os colegas do mesmo partido de Marielle, Luciana Genro, Marcelo Freixo e David Miranda, o ex-chanceler Celso Amorim e Anielle Silva, irmã da vereadora, além de Moura, são os brasileiros que assinam o manifesto.

Na carta, Marielle é escrita como “uma incansável e destemida defensora dos direitos dos afro-brasileiros, pessoas LGBT, mulheres e comunidades de baixa renda” cujo ativismo “rendeu vários e poderosos inimigos”.

“Considerando que o assassinato de Marielle contém todos os indícios de uma execução, nós convocamos a criação e uma comissão independente formada por especialistas em direitos humanos, nacionais e internacionais, proeminentes e respeitados com a missão de realizar uma investigação independente do assassinato de Marielle Franco com a total cooperação de autoridades do Estado, judiciais e policiais”, diz o texto.

“Nós exigimos justiça para Marielle Franco e para a filha e a companheira que ela deixou, e [exigimos] o fim da matança e da criminalização de ativistas, opositores do governo e pessoas de baixa renda no Brasil”, conclui o documento.

A carta foi publicada pelo jornal inglês “The Guardian”.

Veja quem assinou a carta

Ava DuVernay, cineasta

Rev Jesse Jackson, ativista de direitos civis

Anielle Silva, irmã de Marielle Franco

Chimamanda Ngozi Adichie, escritora

Arundhati Roy, escritora

Angela Davis, professora da Universidade da Califórnia, Santa Cruz

Janelle Monáe, cantora e atriz

Edward Snowden, ativista e presidente da Freedom of Press Foundation

Shami Chakrabarti, política e advogada britânica

Naomi Campbell, modelo e ativista

Ta-Nehisi Coates, escritor e jornalista

Noam Chomsky, professor emérito do MIT

Patrisse Cullors, co-fundador do movimento Black Lives Matter e ativista pelos direitos LGBT

David Miranda, vereador do Rio de Janeiro (PSOL)

Glenn Greenwald, jornalista

Bertha Zúñiga Cáceres, filha de Berta Cáceres, militante indígena hondurenha

Wagner Moura, ator e diretor

Luciana Genro, fundadora do PSOL, candidata a presidente da República em 2014

Marcelo Freixo, deputado estadual do Rio de Janeiro (PSOL)

Linda Sarsour, ativista

Ayo Obe, presidente da Organização para Liberdades Civis da Nigéria

Baltasar Garzón, advogado de direitos humanos

Thandie Newton, atriz e ativista

Celso Amorim, ex-ministro de Relações Exteriores do Brasil

Danny Glover, ator, cineasta e ativista

Naomi Klein, escritora e jornalista

Gael García Bernal, ator e diretor

Shaun King, jornalista e ativista de direitos civis

Pamela Anderson atriz e ativista

Alfonso Cuarón, cineasta

Opal Tometi, cofundadora do Black Lives Mater

Oliver Stone, cineasta

Yanis Varoufakis, ex-ministro das Finanças da Grécia

Viggo Mortensen, ator

Renata Avila, advogada de direitos humanos da Guatemala

Owen Jones, jornalista

Slavoj Zizek, filósofo

G1