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Polícia Civil investiga furto de jacaré do zoológico de Cascavel

Bizarro
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18/10/2017 14:11

Animal foi encontrado morto na sexta-feira (13), sem a cabeça e o rabo; zoo tem histórico de sumiço de animais desde 2016

Jacaré furtado do Zoológico de Cascavel foi encontrado morto no Parque São Paulo (Foto: Reprodução/RPC)
Legenda da foto

A Polícia Civil está investigando o furto de um jacaré do Zoológico Municipal de Cascavel, no oeste do Paraná. O animal, que havia desaparecido, foi encontrado morto e sem a cabeça e o rabo na sexta-feira (13), próximo ao Parque Tarquínio. Ele foi identificado graças a um chip instalado no corpo.

A hipótese de fuga foi descartada, por isso o caso passou a ser investigado pela polícia. Uma sindicância interna também foi aberta para apurar se houve falha na segurança e o que pode ser feito para evitar que novos furtos.

O veterinário Ilair Detoni acredita que o furto foi praticado na no dia 11, durante a troca de turnos dos guardas. Por causa da escala de feriado, na quinta (12) não foi feita a contagem dos animais e, apenas na sexta foi notada a ausência do jacaré.

Em abril de 2016, um jacaré-do-papo-amarelo, de quase 30 anos foi levado. O animal vivia no zoológico havia duas décadas, media 2,5 metros e pesava cerca de 60 kg. Ele nunca chegou a ser encontrado, mas a polícia identificou um suspeito que postou fotos com o animal nas redes sociais.

Segundo o Ministério Público, o suspeito foi intimado, mas não se apresentou e a justiça deve nomear um defensor público para o caso.

No mesmo mês, duas araras e um papagaio também foram furtados. As aves estavam no setor extra, onde os animais ficam enquanto o recinto está sendo limpo ou reformado. Os funcionários encontraram um buraco no local. No mês seguinte, um tucano desapareceu.

As araras foram encontradas dentro de uma mochila abandonada em um terminal de ônibus da cidade.

O secretário de meio ambiente, Juarez Luiz Berté, reconhece o problema de falta de segurança, mas diz que ainda não sabe o que pode ser feito. O zoológico tem 17 mil metros quadrados.

“Nós temos que buscar as melhorias. Temos que atribuir esta responsabilidade aos guardas que ficam ali à noite para que possamos ter um cuidado maior e isso não aconteça mais. Colocar mais guardas e câmeras acaba tendo um custo ainda maior para o município, e quem paga é a população”, apontou.

G1