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Pronta para sofrer, mas nem tanto: gol cedo acaba com estratégia, e Chape é goleada

Esportes, Nacional
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21/09/2017 09:20

Defesa faz partida irreconhecível, Verdão do Oeste leva quatro do Flamengo e dá adeus ao sonho de conquistar o bicampeonato da Copa Sul-Americana

globo esporte.com
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Uma Chapecoense irreconhecível. A boa fase defensiva foi por água abaixo ante a noite inspirada de um Flamengo cheio de recursos. Na noite desta quarta-feira, o Verdão deu adeus ao sonho de conquistar o bicampeonato da Sul-Americana ao ser derrotado por 4 a 0 para os cariocas. O time catarinense até tentou, mas o gol sofrido no início do jogo foi um balde de água fria para as pretensões da atual campeã.

O começo do jogo foi o prenúncio do que viria: uma zaga desorganizada contra um ataque efetivo. Se no jogo de ida o Flamengo não conseguiu criar, na partida da volta Rueda soube explorar as fragilidades do Verdão. A velocidade dos jogadores de ponta, aliada à qualidade dos passes longos, foram suficientes para quebrar as linhas de marcação da Chape.

Não demorou para Guerrero aproveitar o desvio de cabeça de Grolli em um lançamento para deixar Cuellar em condições de balançar as redes. A Chape estava pronta para sofrer, assim como fez contra o Grêmio, no último domingo, mas com o gol do rival precisou buscar o empate. Time exposto, tudo que o Flamengo precisava para aproveitar nova bola enfiada nas costas da zaga e ampliar o marcador.

Uma dolorosa derrota para a torcida verde e branca, que sonhava com a possibilidade de uma nova caminhada histórica rumo à final, mas que recoloca a Chapecoense com foco total em seu objetivo de permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro.

O que deu errado?

Defesa vulnerável

O tripé de volantes tão elogiado no jogo de ida e também contra o Grêmio não foi efetivo. Apesar da entrega e da vontade de Moisés Ribeiro, Lucas Mineiro e Lucas Marques, o trio não conseguiu dar o primeiro combate e deixou a defesa sobrecarregada para dar conta dos atacantes do Flamengo. Com os zagueiros saindo para dar o combate, a linha de marcação foi facilmente superada pela verticalidade de Berrío, Everton Ribeiro e Paolo Guerrero.

Saída de bola ruim

Canteros fez falta. O tripé de marcadores não conseguiu dar a sustentação à defesa e, tampouco, ter a mesma criatividade apresentada nas últimas partidas. As jogadas ofensivas ficaram sob a responsabilidade dos atacantes que, apesar de terem ido bem, não conseguiram furar a defesa rubro-negra.

Gol no início do jogo

O placar aberto aos seis minutos do primeiro tempo acabou com a estratégia da Chapecoense: sofrer e depois jogar. Com o placar adverso, o time não teve a calma e a paciência para assimilar a pancada. A situação ficou ainda pior após o segundo gol. O intervalo fez bem ao Verdão, que voltou para a segunda etapa bastante ativa, mas sem efetividade.

O que deu certo?

Equatoriano bem em campo

Penilla foi uma surpresa positiva no jogo. O equatoriano já havia feito uma boa partida no jogo de ida, quando entrou na segunda etapa. Na volta, como titular, foi a principal arma ofensiva do Verdão. Se movimentou pelas duas pontas, fez boas penetrações e foi o jogador que mais levou perigo ao gol de Diego Alves. Faltou um pouco de capricho e de sorte ao camisa 7 da Chape.

Disposição

Não faltou entrega e disposição. A vontade de vencer ficou nítida em campo. Mesmo com o placar adverso de 3 a 0, o time manteve a pegada em busca do gol. O desgaste apareceu no final da partida. Natural para uma equipe que correu muito.

GE