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Ratos tomam conta de cartões postais durante a noite

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22/08/2017 14:11

Roedores são vistos em vários pontos durante a noite e apresentam ameaça em razão da leptospirose

Ratos no Largo São Bento durante a noite, no Centro de SP (Foto: Reprodução/TV Globo)
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Várias ruas da capital são tomadas pelos ratos, principalmente à noite e de madrugada. Onde tem lixo e resto de comida, eles aparecem. A equipe de reportagem do Bom Dia São Paulo constatou a presença dos roedores em vários pontos da cidade.

Eles aparecem também em vários cartões postais de São Paulo, como a Praça da Sé, o Largo São Bento e a Praça Roosevelt. Pelo menos dez circulavam na Rua Abdo Schahin, perto do Mercadão. Entradas de canos e bueiros também são lugares onde eles podem ser vistos com facilidade.

Segundo o biólogo Randy Baldresca, no meio urbano eles não têm predadores que existem na natureza, como cobras e aves de rapina. Por isso, acabam se multiplicando. “A gente pode calcular aí mais de cinco, seis e até oito indivíduos por habitante. Então, a gente costuma dizer que a cidade não é nossa, a cidade é dos roedores”, diz Baldresca.

São três os tipos de ratos urbanos. O rato-de-telhado, o camundongo e a ratazana. Ela vive até dois anos e, a cada gestação, pode dar de cinco a doze crias

A presença de ratos é perigosa em razão do risco de contração de leptospirose, transmitida através da urina ou da pulga.

De janeiro a julho deste ano, foram registrado cem casos de leptospirose na capital, com 11 mortes. No mesmo período do ano passado, foram 127 casos com 14 mortes.

Para evitar o crescimento da população de roedores, a principal estratégia é evitar deixar lixo e restos de alimentos expostos, o que deve ser feito tanto pelos habitantes como pelo poder público, através de uma coleta adequada do lixo.

O biólogo Gladyston Costa, do Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de São Paulo, afirma que a administração municipal mapeia os locais com maior incidência de leptospirose, geralmente áreas onde acontecem enchentes e onde há acúmulo de lixo. Nesses locais, a população é orientada a tratar corretamente os alimentos e o lixo e é aplicado raticida.

Segundo Costa, apenas neste ano houve tratamento de 30 mil bueiros e mil quilômetros de córregos.

G1/Fronteira Online