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Robô criado para executar ações humanas derruba caixa, tropeça e cai

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15/08/2017 15:57

Deslize do Atlas foi mostrado durante palestra do fundador da Boston Dynamics no TED

Foto: Reprodução
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Um um vídeo feito para mostrar a evolução de robôs, um androide, criado para executar similares a de pessoas, protagonizou situações dignas das Videocassetadas do “Domingão do Faustão”: derrubou uma caixa que deveria ser colocada sobre uma mesa, jogou pelos ares um carrinho e, desconsertado, tropeçou e caiu.

A cena está no vídeo da palestra de Marc Raibert, fundador da Boston Dynamics, que o TEDTalks publicou nesta segunda-feira, 14,  no YouTube. Especializada em robótica, a empresa pertencia à dona do Google, que a vendeu à japonesa Softbank em junho deste ano.

O robô em questão é a terceira versão do Atlas. Até aquele ponto da apresentação, Raibert falava sobre como os robôs tinham suas capacidades colocadas à prova para aprenderem a se virar em condições adversas.

“Nós costumamos dizer: ‘Quão próxima da performance e velocidade de humanos podemos chegar em uma tarefa corriqueira como mover caixas?’”, perguntou Raibert, enquanto mostrava cenas em que o Atlas trabalha junto de um humano para mover caixas de papelão de um lado para o outro.

“Estamos chegando a dois terços da velocidade de um humano, em média”, comentou. A operação ocorreria bem enquanto uma pessoa estava envolvida, mas degringolou quando dois robôs humanoides tiveram de interagir.

Na cena seguinte, Atlas se atrapalhou ao tentar colocar uma caixa sobre uma mesa. Não só derrubou um pacote, como atirou longe um carrinho que estava próximo. Atrapalhado, caminhou para trás, tropeçou e caiu.

“Nem tudo ocorre do jeito que deveria”, brincou Marc Raibert, fundador da Boston Dynamics.

Com peso de 75 kg, o robô já é a terceira versão de um máquina que em sua versão pesava mais de 375 kg. Depois de passar a fazer as peças com impressora 3D, o robô “emagreceu” e ganhou agilidade. Ainda assim, como afirmou Raibert, não é perfeito.

O executivo explicou por que erros como esses ainda ocorrer. “Ele é metade software, metade hardware, mais o comportamento”, disse.

“O computador está de um lado, fazendo sugestões ao robô. E do outro lado, está a física do mundo, que envolve gravidade, fricção, mover-se entre as coisas”, disse.

“Para criar um robô de sucesso, a minha religião é que você tem de desenhar software, hardware e comportamento de uma forma holística. Tudo de um jeito que essas partes cooperem entre si.

G1/Fronteira Online