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Sombra a Damião e liderança: os trunfos de Roger por sucesso no ataque do Inter

Esportes, Nacional
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01/12/2017 08:52

Clube gaúcho sentia falta de alguém com características semelhantes ao centroavante titular. Roger tem 10 gols na Série A, enquanto Damião marcou oito na B

Roger tem 10 gols pelo Botafogo no Brasileirão (Foto: André Durão)
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Um centroavante fixo, que incomoda os defensores e com faro de gol. Fora do campo, alguém com uma história de vida que serve de inspiração e mais uma liderança no vestiário. Roger chegará ao Beira-Rio recomendado por suas virtudes dentro e fora das quatro linhas para ajudar o time na retomada em 2018.

O atacante de 32 anos foi o primeiro nome anunciado para a próxima temporada. E chega para preencher uma lacuna. A direção, ao longo de 2017, buscava alternativas para o setor ofensivo. Trouxe Leandro Damião do Flamengo. Mas não tinha nenhuma reposição para ele, já que todas as outras opções no elenco são de atacantes que atuam pelos lados do campo: Carlos, Diego, Roberson, Nico López, Eduardo Sasha e William Pottker.

Roger e Damião têm características semelhantes. Corpulentos, atuam entre os zagueiros e não se furtam dos choques. Até pelos portes físicos, o cabeceio é um trunfo de ambos. Roger anotou 10 gols pela Série A, enquanto Damião marcou oito na B.

O atacante do Botafogo ainda é visto como um exemplo positivo. Em setembro, Roger anunciou que estava com um tumor renal. Desde então, ganhou o carinho do clube e prometeu que venceria a doença. Realizou uma cirurgia para a retirada do tumor e, desde o início de novembro, voltou a treinar com os companheiros.

E não foi a primeira vez que mostrou ter força diante de adversidades. Roger é pai de Giulia. A menina de 11 anos tem deficiência visual. Em junho, ganhou de presente do Globo Esporte, ao receber um quadro em 3D com um gol do centroavante no empate em 1 a 1 com o Sport, que colocou o Botafogo nas quartas de final da Copa do Brasil. O amor pela filha comoveu o país e, na derrota por 2 a 0 para o Avaí, teve o nome gritado por todo o Nilton Santos.

Com Roger, o Inter ganha alguém para ser uma referência pela conduta no vestiário. Em campo, buscará mostrar a Odair Hellmann que merece uma vaga entre os titulares. A partir de 2 de janeiro, quando iniciar a pré-temporada, tentará cavar sua posição entre os titulares.

GE