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Suspensão da Rússia pelo COI mexe com o cenário em PyeongChang 2018

Esportes
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06/12/2017 10:23

País venceu o quadro de medalhas em Sochi 2014, mas perdeu 11 pódios após investigações da Wada; russos são potência em Jogos de Inverno, atrás apenas da Noruega na história

Foto: Reprodução GE
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Em uma resposta firme na luta contra o doping, o Comitê Olímpico Internacional anunciou nesta terça-feira a suspensão da Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul, em fevereiro de 2018. A medida do COI é, talvez, a mais dura da história contra um país e deve representar uma grande mudança no quadro de medalhas do ano que vem. Em Sochi 2014, justamente em casa, a Rússia foi a grande vitoriosa, com 33 medalhas no total, sendo 13 ouros, 11 pratas e nove bronzes, uma potência do esporte.

Rússia em Sochi 2014

Recentemente, contudo, o quadro foi alterado por conta do sistemático escândalo de doping na Rússia. Com a comprovação após investigação de uma comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada), o país perdeu quatro medalhas de ouro, seis de prata e uma de bronze, caindo para o 4º lugar da lista de Sochi, com 22 medalhas. Desde o dia 1º de novembro, já são 19 atletas russos banidos por causa do uso de substâncias proibidas.

A decisão do COI bane dos Jogos da Coreia do Sul a bandeira russa e qualquer relação com o país, ou seja, não haverá referência à nação na competição. Os atletas punidos em Sochi, por exemplo, de antemão já estão fora de PyeongChang e banidos do esporte. São os casos dos vencedores no skeleton, biatlo, bobsled e esqui cross-country. Os russos que o COI considerar “limpos” e receberem convite para competir, não usarão uniformes com referência à Rússia em PyeongChang e não ouvirão o hino do país, caso conquistem a medalha de ouro. O Comitê Olímpico Russo, inclusive, já havia lançado toda a coleção de roupas para os Jogos.

Porém, ainda é cedo para saber como os Jogos vão funcionar esportivamente, já que o COI permitirá que alguns atletas russos participem dos jogos como “Atletas Olímpicos da Rússia”, sob bandeira olímpica e sem a possibilidade de ouvirem o hino do país em caso de conquista. Se não optar pelo boicote e o painel responsável pelos convites dê aos russos uma delegação razoável, os competidores nascidos no país podem seguir à frente em diversas modalidades.

País é gigante no Inverno

A Rússia é potência na história dos Jogos de Inverno. Se somadas as medalhas da extinta União Soviética e depois da República Russa, a nação só perde para a Noruega. A URSS conquistou 193 medalhas e a Rússia conta com 113, somando 306 contra 329 dos noruegueses.

Atualmente, a Rússia tinha classificado para a Coreia do Sul 89 competidores em cinco modalidades, mas o número deveria subir consideravelmente, já que a definição de vagas em vários esportes acontece apenas em meados de janeiro.

Na história dos Jogos, a Rússia é muito forte no biatlo, na patinação artística, no curling, no hóquei, na patinação de velocidade, no esqui cross-country, no skeleton, entre outros. Grandes astros do país, porém, estão banidos do esporte, como Alexander Legkov (esqui – 50km cross country), Aleksei Negodailo (bobsled – four-man), Aleksandr Tretiakov (skeleton), Dmitry Trunenkov (bobsled – four-man), Aleksandr Zubkov (bobsled – two-man e four-man), Olga Fatkulina (patinação de velocidade – 500m), Yana Romanova (biatlo – revezamento), Olga Vilukhina (biatlo – revezamento e 7,5km), Maksim Vylegzhanin (esqui – 50km cross country) e Elena Nikitina (skeleton).

Possíveis estrelas na Coreia do Sul

Apesar da punição, caso os atletas optem por competir na Coreia do Sul, a Rússia pode ter uma representatividade importante e com estrelas do esporte mundial, desde que o painel composto por Wada, DSFU, COI e ITA os convide para a disputa em PyeongChang.

A americana NBC fez uma lista com os principais nomes, entre eles Alexander Khoroshilov, do slalom; Anton Shipulin, segundo na Copa do Mundo de biatlo este ano, Sergey Ustiugov, com cinco medalhas no Mundial de esqui cross-country; Anna Sidorova, multimedalhista mundial no curling; Yevgenia Medvedeva, campeã mundial de patinação em 2016 e 2017; Roman Repilov, vice-campeão mundial no luge; Viktor Ahn, oito vezes medalhista olímpico na patinação de velocidade.

GE