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Trump volta aos EUA após sua 1ª viagem internacional como presidente

Internacional, Notícias
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28/05/2017 07:57

Equipe do presidente americano vê avanços no encontro do G7, que terminou com poucos resultados. Antes, Trump participou de reunião da Otan e visitou Vaticano, Israel e Arábia Saudita

O presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama do país, Melania Trump, desembarcam do Air Force One na base Andrews, em Maryland (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aterrissou neste sábado, 27, nos arredores da capital Washington e retornou à Casa Branca após sua primeira viagem internacional no cargo, na qual visitou durante nove dias Arábia Saudita, Israel, Vaticano, Itália e Bélgica.

O avião presidencial Air Force One aterrissou na base aérea de Andrews, no estado de Maryland, às 20h54 (horário local, 21h54 em Brasília). Trump e sua esposa, Melania, voaram de helicóptero à Casa Branca, onde chegaram às 21h22 (22h22).

Um alto funcionário do governo americano defendeu a jornalistas os resultados da primeira viagem de Trump como presidente, na qual ele “construiu uma relação extraordinária com os outros líderes”. “Esta viagem não deixou a ninguém nenhuma dúvida de quem são os amigos dos Estados Unidos”, assegurou o funcionário, que pediu para não ser identificado.

A fonte assegurou que os EUA tinham conseguido uma enorme “vitória” no comunicado final da reunião do G7 (grupo que reúne as sete maiores economias do mundo), que destacava a necessidade de que “os países criem condições dentro de suas próprias fronteiras para enfrentar as causas da raiz da migração”.

Reuniões do G7 e da Otan

Outros líderes, no entanto, tiveram uma outra visão do encontro, ocorrido em Taormina, na Itália. A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, descreveu o encontro como sendo seis contra um: Donald Trump.

O documento final do encontro tinha poucas páginas. Com um resultado final modesto, Merkel, definiu o G7 como insatisfatório. Trump escreveu que o entendimento sobre o combate ao terrorismo significou a melhor parte, mas foi o único assunto sobre o qual Trump realmente demonstrou interesse.

No encontro, Trump pediu aos outros líderes que parem de exportar para os EUA.

Antes, na Bélgica, o presidente americano criticou os demais países-membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), defendendo que eles contribuam com mais dinheiro para aliança: “23 dos 28 países da Otan não estão pagando o que deveriam”. Um desses países é a Alemanha, de Merkel.

Foi também na reunião da Otan que Trump passou por dois momentos inusitados com outros líderes: ele “puxou” o premiê de Montenegro, que estava em sua frente, e protagonizou uma “batalha de aperto de mãos” com o novo presidente fracês, Emmanuel Macron.

Vaticano, Israel e Arábia Saudita

No Vaticano, o Papa Francisco não pareceu muito feliz em recebê-lo. Mas Trump se disse honrado de estar ali e afirmou estar empenhado na paz mundial.

Em Israel, Trump, que é prestiberiano, foi o primeiro presidente americano a visitar o Muro das Lamentações no cargo. Foi um gesto de respeito, mas também de provocação: o muro sagrado para os judeus fica em território disputado, em uma parte de Jerusalém que Israel ocupou em 1967, na Guerra dos Seis Dias.

Ele atacou o Irã, chamando o país de exportador de terrorismo. Não foi à toa: a viagem de Trump começou pela Arábia Saudita, um rival histórico do Irã no Oriente Médio.

O presidente americano foi condecorado com a maior honraria civil da Arábia Saudita e firmou com o país o que a Casa Branca chamou de o maior acordo de venda de armas da história: o equivalente a R$ 350 bilhões agora e mais R$ 1,3 trilhão nos próximos dez anos.

G1/Fronteira Online