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Verdão e amarelo: Palmeiras comemora 52 anos do dia em que foi a Seleção

Esportes
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08/09/2017 09:15

Em 1965, time de Ademir da Guia e Filpo Nunez foi escolhido para enfrentar o Uruguai, no Mineirão

Palmeiras como seleção em 1965 para enfrentar o Uruguai (Foto: Divulgação / Arquivo Palmeiras)
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No dia 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, representa também uma das datas mais importantes dos 103 anos do Palmeiras. Há 52 anos, em 7 de setembro de 1965, o Verdão, então vestindo amarelo e representando a seleção brasileira, venceu o Uruguai em partida que fez parte dos eventos de inauguração do Mineirão, em Belo Horizonte.

O triunfo por 3 a 0 do Brasil, representado por titulares, reservas e até comissão técnica do Palmeiras, é celebrado e exaltado entre os alviverdes até hoje. Eterno craque do Verdão, Ademir da Guia esteve em campo e recorda com orgulho do feito até hoje.

– Merecer vestir a camisa do Brasil, na inauguração de um estádio como o Mineirão, foi muito importante para nós. Levamos a sério, foi importante a vitória por 3 a 0. Todos os jogos contra argentinos e uruguaios são complicados, até violentos. Vestimos a camisa da seleção brasileira, representamos, ganhamos, e até hoje é lembrado. É um privilégio que o Palmeiras teve – citou o Divino, que recentemente foi homenageado durante a festa de aniversário do clube.

O Palmeiras, por meio de seu presidente Maurício Galiotte, parabenizou o Mineirão por mais um ano de vida e enalteceu a ligação histórica da Academia alviverde com o local. No museu do estádio, há uma placa oferecida pelos palmeirenses como recordação da partida.

– A Sociedade Esportiva Palmeiras parabeniza o estádio do Mineirão por 52 anos de sua fundação. Um dos maiores palcos do futebol onde tivemos confrontos regionais, nacionais e internacionais. E o Palmeiras participou do evento de inauguração através da nossa primeira Academia, um time com grandes craques que vestiram a camisa da seleção brasileira e participaram do confronto com o Uruguai – disse o dirigente.

Recentemente, o Verdão chegou a lançar uniforme na cor amarela que fazia referência ao duelo contra os uruguaios. Naquele dia 7 de setembro de 1965, a seleção brasileira foi representada pelos palmeirenses: Valdir; Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina (Procópio) e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Ademir da Guia; Julinho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera) e Rinaldo (Dario). Um palmeirense nascido em Minas viveu um dia ainda mais especial.

– Em 1965, eu jogava pelo Palmeiras no ano em que se criou a Academia, (que ganhou o nome) porque jogávamos de uma maneira diferente, com muita técnica e harmonia. Tínhamos um treinador argentino, Filpo Nunez, que foi um espetáculo. Ele sabia, tinha o dom de motivar os jogadores, de manter a disciplina, a hierarquia. Jogavam os melhores. Aí fomos escolhidos para representar o Brasil na inauguração do Mineirão. Eu, mineiro que estava no Palmeiras, tive muita honra de participar dessa homenagem – disse Procópio Cardoso, zagueiro que atuou 38 vezes com a camisa palmeirense entre os anos de 1965 e 1966.

No próximo sábado, o Palmeiras de Cuca volta a Belo Horizonte, mas para outro palco: o duelo contra o Atlético-MG, válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, será no Independência.

Ficha técnica:

Brasil (Palmeiras) 3×0 Uruguai
Gols: Rinaldo, Tupãzinho e Germano.
Data: 07/09/1965
Local: Estádio Magalhães Pinto, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Eunápio de Queiroz
Público: 44.984 pessoas
Renda: Cr$ 49.162.125,00
Brasil (Palmeiras) – Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar (Procópio) e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Ademir da Guia; Julinho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera) e Rinaldo (Dario). Técnico: Filpo Nunez.
Uruguai – Taibo (Bogni); Cincunegui (De Britos), Manicera e Caetano; Nunez (Lorda) e Varela; Franco, Hector Silva (Virgilio), Salva, Duksas e Esparrago (Morales). Técnico: Juan Lopez.

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