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Vereador, secretário e ex-secretário de Pato Branco são presos em Operação da Polícia Civil

Nacional, Policial
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19/09/2017 10:18

Ação que mira servidores públicos e empresários investiga crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e fraude em licitações.

O vereador Marco Pozza (PSD), de Pato Branco, foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira (18) durante a deflagração de uma Operação Hígia (Foto: Câmara de Pato Branco/Reprodução)
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O vereador Marco Pozza (PSD), o secretário de Administração e Finanças Vanderlei Crestani e o ex-secretário de Saúde Valmir Chiochetta, de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, foram presos na manhã desta segunda-feira (18) durante a deflagração de uma operação das polícias civis do Paraná e de Santa Catarina.

De acordo com a polícia, os alvos da ação são investigados por crimes como associação criminosa, fraude em licitações, peculato, concussão, corrupção ativa e passiva, falsidade documental e lavagem de dinheiro.

O delegado Niomar Manfrin disse que o principal crime era o de fraudes em licitações em secretarias municipais de Pato Branco.

No total, foram cumpridos 67 mandados judiciais em Pato Branco, Clevelândia, Saudade do Iguaçu, Francisco Beltrão, Curitiba e Joinville (SC). A ação batizada de Operação Hígia mira agentes políticos, servidores públicos e empresários supostamente envolvidos em irregularidades na área da saúde.

Do total de mandados, nove são de prisão temporária, quatro são de afastamento temporário das funções públicas e 54 são de busca e apreensão domiciliar e/ou empresarial.

As ordens judiciais foram cumpridas em endereços residenciais, empresariais e órgãos públicos.

O advogado Heber Sutili, que defende o vereador Marco Pozza, disse que ainda não teve acesso a todo o conteúdo do inquérito policial e por isso não soube explicar o motivo da prisão temporária por cinco dias e das buscas feitas na casa e no gabinete do parlamentar. “Estamos colaborando com a polícia e o primeiro passo agora é saber quais são as acusações contra ele e em seguida entrar com um pedido de habeas corpus”, comentou.

Em nota, a assessoria de imprensa informou que a Prefeitura de Clevelândia recebeu com surpresa os mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra o secretário de saúde.

O documento informa ainda que, apesar de os fatos investigados terem sido supostamente praticados antes da nomeação para o cargo que atualmente ocupa na administração de Clevelândia, a administração municipal decidiu pela exoneração de Valmir Chiochetta em respeito à “lisura, respeito e transparência”, o que, acredita, deve contribuir com as investigações.

Por conta da operação, a Polícia Civil informou que as delegacias de Palmas, Clevelândia, São João, Coronel Vivida, Mangueirinha e Chopinzinho permanecerão fechadas nesta segunda por causa do efetivo utilizado na operação. Ao todo, 180 policiais foram convocados.

A Polícia Civil informou ainda que todos os casos urgentes e graves que porventura vierem a acontecer nesses municípios, com exceção de Palmas que atenderá em regime de plantão, serão atendidos na sede da subdivisão em Pato Branco.

O nome da operação é uma referência à mitologia grega. “Hígia é a deusa da saúde, limpeza e sanidade, relacionando-se à Secretaria de Saúde do Município de Pato Branco onde a investigação teve início”, explicou a Polícia Civil.

O advogado Heber Sutili, que defende o vereador Marco Pozza, disse que ainda não teve acesso a todo o conteúdo do inquérito policial e por isso não soube explicar o motivo da prisão temporária por cinco dias e das buscas feitas na casa e no gabinete do parlamentar.

“Estamos colaborando com a polícia e o primeiro passo agora é saber quais são as acusações contra ele e em seguida entrar com um pedido de habeas corpus”, comentou.

Em nota, a assessoria de imprensa informou que a Prefeitura de Clevelândia recebeu com surpresa os mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra o secretário de Saúde.

O documento informa ainda que, apesar de os fatos investigados terem sido supostamente praticados antes da nomeação para o cargo que atualmente ocupa na administração de Clevelândia, a administração municipal decidiu pela exoneração de Valmir Chiochetta em respeito à “lisura, respeito e transparência”, o que, acredita, deve contribuir com as investigações.

O advogado de Vanderlei Crestani afirmou que não existe prova contra o cliente dele e que tomara as medidas cabíveis para colocá-lo em liberdade.

G1