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Vítima de acidente com carro alegórico da Paraíso do Tuiuti está em estado grave

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28/05/2017 07:29

Fotógrafa Lúcia está no CTI do Hospital Miguel Couto e, segundo a assessoria de imprensa da Secretaruia Municipal de Saúde, o quadro é grave

Lúcia ficou gravemente ferida no acidente com carro alegórico da Tuiuti (Foto: Alexandre Durão / G1)
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Depois de 90 dias internada, a fotógrafa Lúcia Regina de Mello Freitas, uma das vítimas com o acidente do carro alegórico da Paraíso do Tuiuti, voltou ao Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Miguel Couto. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o estado de saúde da paciente é considerado grave.

Lúcia trabalhava na cobertura dos desfiles e sofreu fratura exposta na perna, dentre outras lesões. Naquela noite, ao todo 20 pessoas ficaram feridas ao serem atingidas pelo veículo. Após o acidente, Lúcia foi submetida a cirurgias.

Morte de radialista

No fim do mês passado, dois meses após o acidente, a radialista Elizabeth Ferreira Joffe, de 55 anos, morreu no Hospital Quinta D’Or, em São Cristovão. Até o dia 25 do mês passado, ela estava internada no Hospital Souza Aguiar. Elizabeth teve anemia e pegou uma infecção bacteriana. O marido disse que desde o acidente ela havia feito sete cirurgias.

Elizabeth trabalhava como repórter de pista da rádio Ativa FM. Ela estava na área próxima à concentração quando foi atingida pelo carro alegórico. Amigos e fãs da radialista manifestaram pesar por meio de publicações no perfil do marido de Liza, Paulo Guterrez. “O jornalismo carnavalesco está de luto”, escreveu um amigo. “A Liza foi uma guerreira”, acrescentou outro.

Quatro indiciados

Em março, a delegada titular da 6ª DP (Cidade Nova), Maria Aparecida Mallet, indiciou quatro pessoas pelo acidente com o carro alegórico no domingo de carnaval, 26, na Marquês de Sapucaí. O motorista Francisco de Assis, o engenheiro Edson Gaspar e os diretores de carnaval, Leandro Azevedo, e de alegorias, Jaime Benevides, responderão por imperícia, imprudência e negligência.

O motorista foi indiciado também por lesão corporal culposa. Segundo a polícia, apesar de ter avisado sobre a dificuldade de enxergar a pista, ele poderia ter se recusado a dirigir, mas não o fez. Por isso, será responsabilizado no artigo 303 do Código de Trânsito Brasileiro (lesão corporal culposa decorrente de acidente de trânsito).

“No acidente da Tuiuti não foi dada condição mínima ao motorista para conduzir o carro alegórico. Quando ele alinhou na Sapucaí foi acoplada a outra parte da alegoria e ele ficou sem visibilidade nenhuma”, afirmou a delegada, segundo quem Francisco reclamou com o diretor de alegoria, que lhe disse para ir “assim mesmo”.

G1/Fronteira Online